Auditor Fiscal
Segurança fiscal contínua: o ERPPro vigia o cadastro, aponta o achado, explica o impacto e deixa registrado o que foi corrigido — e por quem.

O que é um auditor fiscal dentro do sistema de gestão
Como funciona, em 4 passos
O módulo mede a condição fiscal da sua operação
Duas leituras separadas: a Condição Fiscal Operacional, só sobre os produtos que a loja realmente opera; e a Higiene Cadastral, sobre o catálogo inteiro. Cada uma com cobertura e confiança declaradas.
A fila é ordenada pelo que realmente importa
Primeiro a divergência confirmada, depois a exposição em reais, depois a severidade. Nunca pelo volume bruto de achados — boa parte deles é de produto que a loja nunca vendeu.
Quando há rejeição, o escopo vem da SEFAZ
O erro que a SEFAZ devolveu define quais campos podem ser mexidos. A sugestão passa por três filtros, e a tabela oficial decide se o código existe.
Você marca, o servidor revalida, e fica o rastro
Nada é aplicado sem clique explícito. O que foi marcado é conferido de novo no servidor antes de gravar, e a trilha guarda o antes, o depois, o usuário e a origem.
Duas medidas — e uma delas não responde “como estou”
Quase todo sistema entrega uma nota só, e ela engana. O ERPPro separa em duas, porque são perguntas diferentes.
A Condição Fiscal Operacional mede apenas a população observável: os produtos que a sua loja realmente operou. Vem com a cobertura — quantos produtos entraram na conta — e com a confiança da leitura.
A Higiene Cadastral mede o catálogo inteiro, inclusive o que nunca foi vendido. Serve para limpar cadastro, e o próprio sistema proíbe usá-la como resposta sobre a situação fiscal da empresa.
Por que isso não é detalhe: na medição feita sobre a carteira real, metade das empresas não tinha nenhum produto com atividade em 180 dias — e mesmo assim recebia nota. Nota sobre nada observável não é informação.

Quando não dá para medir, o sistema diz que não dá
Esta é a decisão mais incomum do módulo, e vale contar.
Se a empresa não tem população observável, o Auditor Fiscal não inventa nota: ele mostra DADOS INSUFICIENTES, com todas as letras, e explica o motivo. Vale também para o histórico — sobre datas anteriores à janela que dá para reconstruir com segurança, a resposta é que não é possível reconstruir.
E há uma frase escrita dentro do produto que resume a postura: ausência de dado não é conformidade. Ficar sem nota é a resposta correta, não uma falha do sistema.
Enquanto isso, o que dá para medir continua disponível: higiene cadastral, conferência das notas de entrada e prontidão para a Reforma Tributária.

O Sentinela barra a emissão antes de ela virar rejeição
Existe uma diferença grande entre explicar a rejeição depois e evitá-la antes. O Sentinela de Emissão faz a segunda coisa.
Ele roda a validação antes de montar, assinar e transmitir a nota, e é uma checagem semântica — não é só conferir se o campo está preenchido. Quando encontra problema, a mensagem vem em português, apontando o produto e o campo.
É diferente do Radar de Mudanças, que vigia outra coisa: a legislação. O Radar lê o diário de alterações da tabela oficial e cruza com o seu cadastro — “a Receita mudou o código X ontem; estes produtos seus usam o X”.
Os dois trabalham junto com o emissor de nota fiscal e o sistema PDV, que são quem emite.

O problema fiscal do dia a dia e o que o ERPPro resolve
| Problema no dia a dia | Como o ERPPro resolve | Onde fica |
|---|---|---|
| Nota bonita sobre catálogo que ninguém vende | Duas medidas separadas, com cobertura e confiança. | Condição Fiscal |
| Sistema que inventa nota quando não tem dado | Mostra DADOS INSUFICIENTES e explica o motivo. | Condição Fiscal |
| Lista de centenas de achados sem ordem | Divergência confirmada, exposição, severidade — nessa ordem. | Achados |
| Descobrir o erro só quando a SEFAZ rejeita | O Sentinela barra dentro do ERP, antes de transmitir. | Sentinela |
| Mudança na tabela oficial que ninguém viu | O Radar avisa quais produtos seus usam o código alterado. | Radar |
| IA sugerindo código fiscal que não existe | A tabela oficial decide; sem ela, nada é aplicado. | Correção |
| Correção aplicada sem ninguém saber por quem | Trilha com valor anterior, novo, usuário e origem. | Trilha |
| NCM do fornecedor diferente do seu, e ninguém percebe | Conferência item a item contra o XML da compra. | Entradas |
| Achar que todo tributo destacado é crédito | A leitura é feita para o regime da sua empresa. | Créditos |
A sugestão passa por três filtros — e a tabela oficial decide
Quando a SEFAZ rejeita uma nota, o ERPPro analisa o erro e sugere a correção. O que muda aqui é o controle em volta da sugestão.
Primeiro, o escopo vem do erro da SEFAZ: se ela reclamou do NCM, é o NCM que pode ser mexido. As sugestões chegam separadas em três grupos — as que estão no escopo e têm efeito real vêm marcadas; as que mexeriam num campo que a SEFAZ não questionou vêm desmarcadas, com aviso; e as inaplicáveis vêm descartadas, com o motivo escrito.
Segundo, e mais importante: quem decide se o código existe é a tabela oficial, nunca a sugestão. Sem a tabela vigente carregada no servidor, nenhum código novo é aplicado — o sistema prefere não corrigir a corrigir errado. O CST de IBS/CBS nem é sugerido: ele é derivado do cClassTrib aceito, para não existir par inválido.
E nada disso grava sozinho. Você marca, o servidor revalida o que foi marcado, e só então o cadastro muda.

Toda alteração de campo fiscal deixa rastro
Para quem responde pela empresa, esta talvez seja a parte mais importante da página.
Cada mudança em campo fiscal — NCM, CST/CSOSN, CFOP, CEST, cClassTrib — gera uma linha com o valor anterior, o valor novo, o usuário, a data e a origem: manual, quando alguém editou o produto; assistida, quando veio de sugestão aplicada com clique; ou em massa, quando foi uma correção determinística autorizada.
A trilha é somente acréscimo: nenhuma linha é alterada ou apagada depois. E ela não vale só para o Auditor — vale para o ERPPro inteiro, inclusive para a edição comum de produto.
Na prática, responde a pergunta que costuma ficar sem resposta num ERP: quem mudou este NCM, quando, e o que estava aqui antes?

O que o fornecedor declarou × o que está no seu cadastro
O Auditor lê os XMLs das notas de compra que já estão no sistema e compara, item a item, a classificação que o fornecedor declarou à SEFAZ com a que você tem cadastrada.
O argumento é simples e forte: o NCM do fornecedor não é palpite — é declaração fiscal de um contribuinte real, com CNPJ e chave de acesso. Quando o seu cadastro diverge, ou você está errado, ou ele está. Nos dois casos é informação acionável.
No mesmo lugar, o módulo mostra o tributo que o fornecedor destacou nas notas de compra — e apresenta a leitura para o regime da sua empresa. Com a honestidade necessária: tributo destacado não é crédito automático, e no Simples Nacional esses créditos não são apropriados.
E aqui vale a fronteira: o Auditor confere. Quem importa a nota e movimenta o controle de estoque é a entrada de nota fiscal.

Para quem serve
Loja com catálogo grande, classificação fiscal complicada e nota que não pode parar no caixa — e que precisa saber quem mexeu no quê.
Material de construção
Catálogo enorme, NCM parecido demais e divergência que só aparece na rejeição.
AutoPeças
Milhares de itens, muitos importados — CST e origem erram com facilidade.
Distribuidora de bebidas
Substituição tributária e CEST em quase todo item: erro de cadastro custa caro.
Mercadinhos
Milhares de SKUs cadastrados às pressas, e nota que não pode parar no caixa.
Cosméticos
Linha que muda toda estação, com classificação nova entrando o tempo todo.
Ferragens
Item técnico com NCM específico — e o fornecedor declarando diferente de você.
Perguntas frequentes sobre o Auditor Fiscal
O que o Auditor Fiscal do ERPPro faz?
Vigia continuamente o cadastro fiscal da loja e as notas de compra. Ele detecta divergências, explica o impacto de cada uma, propõe correção dentro do escopo do erro que a SEFAZ devolveu e altera apenas o que você marcar — deixando registrado o valor anterior, o novo, quem fez e por qual caminho.
Por que duas medidas em vez de uma nota só?
Porque respondem perguntas diferentes. A Condição Fiscal Operacional mede só os produtos que a loja realmente opera, com cobertura e confiança declaradas — é a leitura de como você está hoje. A Higiene Cadastral mede o catálogo inteiro, inclusive o que nunca foi vendido, e serve para limpar cadastro. Uma nota única sobre catálogo parado engana.
E se o sistema não tiver dados suficientes para medir?
Ele diz isso, com todas as letras: DADOS INSUFICIENTES, e explica o motivo. Não atribui nota sem lastro. Vale também para o histórico: sobre períodos anteriores à janela que dá para reconstruir com segurança, a resposta é que não é possível reconstruir. Ausência de dado não é conformidade.
O Auditor Fiscal corrige sozinho?
Não. Ele aponta e propõe; a alteração só acontece com clique explícito seu, e o servidor revalida o que foi marcado antes de gravar. Existe uma única correção em massa — tirar a pontuação do NCM — e ela é determinística, sem julgamento fiscal, porque a nota já é emitida sem máscara. Mesmo essa roda só por comando e deixa registro do valor anterior.
Como o sistema evita sugerir um código fiscal que não existe?
Quem decide se o código existe é a tabela oficial, nunca a sugestão. Se a tabela vigente não estiver carregada no servidor, nenhum código novo é aplicado — o sistema prefere não corrigir a corrigir errado. E o CST de IBS/CBS não é sugerido: ele é derivado do cClassTrib aceito, para não existir par inválido.
Dá para saber quem alterou um campo fiscal e o que estava antes?
Dá. Cada alteração de NCM, CST/CSOSN, CFOP, CEST ou cClassTrib gera uma linha com o valor anterior, o valor novo, o usuário, a data e a origem. A trilha é somente acréscimo — nenhuma linha é alterada ou apagada — e vale para o ERPPro inteiro, não só para o Auditor.
O Auditor Fiscal busca as notas na SEFAZ ou movimenta estoque?
Não faz nem uma coisa nem outra. Ele confere os XMLs que já estão no sistema. Quem busca os documentos emitidos contra o seu CNPJ é o módulo de DF-e, e quem importa a nota e movimenta o estoque é a entrada de nota fiscal. O Auditor confere, aponta e explica.
O que o Auditor Fiscal não faz?
Não altera estoque, contas a pagar, crédito tributário nem nota já emitida. Não recomenda troca de regime tributário — no máximo mostra o que o simulador indica, para você validar com o seu contador. E não substitui o contador: a decisão fiscal continua sendo dele.
Encontre o problema, entenda o impacto e saiba o que corrigir
Segurança fiscal contínua, com a tabela oficial decidindo e o rastro de quem autorizou cada correção.