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Reforma Tributária no varejo: o que muda para a sua loja e o que o sistema precisa fazer

IBS e CBS não são só uma sigla nova na nota. Mudam a base de cálculo, o layout do documento fiscal, o crédito que a sua loja aproveita e o preço que você coloca na etiqueta. Esta página explica o calendário, o que muda na prática no balcão e como o ERPPro está estruturado para atravessar a transição sem trocar de sistema no meio.

Resposta direta: a Reforma Tributária do consumo substitui cinco tributos por dois. CBS (federal) entra no lugar de PIS e COFINS; IBS (estadual e municipal) entra no lugar de ICMS e ISS. Há ainda o Imposto Seletivo, que incide sobre produtos específicos. O modelo é não cumulativo: o que foi pago na compra vira crédito na venda. A mudança é gradual — 2026 é ano de teste, 2027 marca a entrada plena da CBS, e o IBS substitui ICMS e ISS progressivamente até o modelo final.
Módulo fiscal do ERPPro: emissão de nota com tributação centralizada, preparado para IBS e CBS da Reforma Tributária
O módulo fiscal do ERPPro, onde a tributação da loja é configurada e aplicada

Por que isso é problema de lojista, não só de contador

O contador cuida da apuração. Mas quem emite a nota é a sua loja, e quem define o preço da etiqueta é você. Se o cadastro de produto estiver errado, o erro sai em cada cupom emitido no balcão — e a conta chega depois, corrigida com multa.

  • O documento fiscal ganhou campos novos: quem emite com layout antigo tem nota rejeitada
  • O crédito passa a depender do que está na nota de entrada — comprar sem registrar direito vira imposto pago a mais
  • O preço de venda muda de lógica: o tributo deixa de estar embutido “por dentro” da forma como era
  • Durante a transição, os dois modelos convivem — o sistema precisa calcular os dois ao mesmo tempo
  • NCM e natureza de operação mal cadastrados viram erro de alíquota em escala

O calendário, em quatro etapas

A reforma não vira a chave de um dia para o outro. Ela avança por fases, e cada fase pede uma coisa diferente do sistema.

1

Ano de teste

Alíquotas simbólicas de CBS e IBS, com foco em adequar documento fiscal e obrigações acessórias. É a fase de acertar o cadastro sem risco de caixa.

2

CBS em cheio

PIS e COFINS saem de cena e a CBS passa a valer integralmente. O Imposto Seletivo entra para os produtos alcançados.

3

Transição do IBS

ICMS e ISS vão sendo reduzidos e o IBS vai assumindo, de forma progressiva. Os dois modelos convivem na mesma operação.

4

Modelo pleno

ICMS e ISS extintos. Sobram IBS, CBS e o Imposto Seletivo, com crédito amplo sobre o que a empresa adquire.

As regras estão na Emenda Constitucional 132/2023 e na Lei Complementar 214/2025. Acompanhe o texto oficial no portal da Reforma Tributária do Ministério da Fazenda e a íntegra da LC 214/2025 no Planalto. As mudanças de layout do documento fiscal são publicadas em notas técnicas no Portal da NF-e.

O que muda na prática, no balcão

Na nota fiscal

Campos novos para IBS, CBS e Imposto Seletivo no layout. Emitir com a versão antiga passa a ser rejeição na SEFAZ, não aviso.

No cadastro do produto

NCM correto deixa de ser detalhe e vira o que define a alíquota. Cadastro genérico vira erro repetido em cada venda.

No crédito

O modelo é não cumulativo: o tributo da compra vira crédito. Nota de entrada não registrada é crédito perdido.

No preço de venda

Com a base de cálculo mudando, o markup precisa ser refeito. Repassar o custo velho é apertar a própria margem.

Na convivência

Durante a transição, a mesma venda carrega tributo do modelo antigo e do novo. O sistema precisa calcular os dois.

No contador

A apuração muda de lógica. Ele vai pedir o arquivo fiscal do período com a informação organizada do jeito novo.

Como o ERPPro está estruturado para a transição

A pergunta que todo lojista faz é se vai precisar trocar de sistema no meio da reforma. A arquitetura do ERPPro foi montada para que a resposta seja não.

Preparado para IBS e CBS

A estrutura fiscal já está organizada para o novo modelo de tributos sobre consumo que substitui ICMS, ISS, PIS e COFINS.

Transição gradual

O sistema opera no período de convivência entre o modelo atual e o novo, sem quebrar a operação da loja.

Base única de cálculo

Preparação para o cálculo sobre valor agregado, eliminando a cumulatividade e facilitando a conferência contábil.

Classificação fiscal estruturada

Cadastro de produtos, NCMs e naturezas de operação organizados para a migração às novas regras.

Arquitetura flexível

ERP desenvolvido para atualização fiscal contínua — sem necessidade de trocar de sistema no meio da reforma.

Governança e compliance

Rastreabilidade das informações para contador e Fisco, com mais previsibilidade e menos risco fiscal.

IA para NCM

Classificação fiscal assistida no cadastro do produto, que é exatamente onde o erro de alíquota nasce.

Atualização em massa

Alteração de alíquotas e parâmetros fiscais em múltiplos produtos de uma vez, em vez de item a item.

Obrigações fiscais

Geração de SPED Fiscal e SINTEGRA e inventário fiscal por período, com histórico organizado para auditoria.

O que a sua loja deveria fazer agora

A fase de teste existe para você errar sem custo. Quem usar esse período para arrumar o cadastro chega na virada sem sobressalto.

FrenteO que fazerPor que agora
Cadastro de produtosRevisar NCM item a item, começando pelos de maior giroO NCM define a alíquota. Errado, o erro se repete em toda venda
Entrada de mercadoriaGarantir que toda nota de compra entre pelo XMLNo modelo não cumulativo, entrada não registrada é crédito perdido
Natureza de operaçãoPadronizar as naturezas usadas na loja e no PDVÉ o que amarra CFOP e tributação na emissão
Preço e margemRecalcular markup em cima da nova baseRepassar o custo antigo come a margem sem você perceber
Certificado digitalConferir validade e renovar com folgaCertificado vencido é loja parada, sem emitir nada
ContadorAlinhar qual arquivo ele vai precisar e com que frequênciaA apuração muda de lógica e o pedido dele também

Perguntas frequentes sobre a Reforma Tributária

O que são IBS e CBS?

São os dois tributos que substituem os cinco atuais sobre consumo. A CBS é federal e ocupa o lugar de PIS e COFINS. O IBS é de estados e municípios e ocupa o lugar de ICMS e ISS. Ambos seguem o modelo de imposto sobre valor agregado, com crédito do que foi pago nas etapas anteriores.

O que é o Imposto Seletivo?

É um tributo federal que incide sobre produtos e serviços considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Não alcança o varejo em geral — atinge categorias específicas definidas na legislação.

Minha loja é Simples Nacional. Muda alguma coisa?

O Simples Nacional continua existindo. O que a empresa do Simples precisa avaliar é a questão do crédito: no novo modelo, o cliente que compra da sua loja pode ter tratamento diferente de crédito conforme o regime que você adota. Essa é uma decisão a tomar com o seu contador, olhando o seu perfil de cliente.

Vou precisar trocar de sistema?

Depende do sistema. O que a transição exige é atualização contínua do layout fiscal e capacidade de calcular os dois modelos durante a convivência. O ERPPro foi desenvolvido com arquitetura flexível justamente para receber essas atualizações sem troca de plataforma.

Preciso mudar meus preços?

Precisa recalcular. Com a mudança na base de cálculo e no aproveitamento de crédito, manter o mesmo markup sobre o mesmo custo pode significar margem menor sem que apareça de imediato. Acompanhe a margem bruta no painel do dono durante a virada.

Por que o NCM virou tão importante?

Porque é a classificação que determina o tratamento tributário do produto. No modelo novo, com alíquotas e regimes diferenciados definidos por classificação, um NCM genérico deixa de ser um detalhe de cadastro e passa a produzir imposto errado em toda venda daquele item.

O que acontece se eu emitir nota com o layout antigo?

A nota é rejeitada pela SEFAZ e a venda não se conclui fiscalmente. Por isso as mudanças de layout são publicadas antecipadamente em nota técnica no Portal da NF-e, para que os sistemas se atualizem antes da data de obrigatoriedade.

Como garanto que não vou perder crédito?

Registrando toda nota de compra. O crédito nasce do documento fiscal de entrada — mercadoria que chega na loja sem a nota entrar no sistema é crédito que não existe na apuração. Por isso a entrada de nota fiscal automática pelo XML deixa de ser conveniência e vira controle fiscal.

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